terça-feira, 10 de novembro de 2009

Mariella em uma segunda-feira


De uma segunda-feira pela manha: 

Mariella, pobre Mariella. Passa o dia sozinha, se sente sozinha. Pobre?! Não. Mariella ama ser assim, ama ser sozinha, mesmo sem estar sozinha. Porque essa a é a grande verdade: Mariella nunca fica sozinha. Tem sempre o pensamento, um amigo fiel, que só aparece quando você quer e necessita. Ele é fiel quando faz pensar em tudo o que Mariella gosta, no negro, no anti-fim-de-arco-íris, no amor, no amado, é disso que Mariella gosta.

Criaremos então, uma Mariella dos tempos de hoje. Sozinha ou, melhor, acompanhada com seus sentimentos. Ela está lá, com sua música alta, sua lição, no canto. Alguém pergunta algo e Mariella nem responde, não faz questão. Ela vê gente hiperativa, pessoas trocando balas de boca em boca, Mariella fica calada. Não tem o que se dizer, os tempos são difíceis, dá pra ver no olhar a futilidade. Dá pra ver que aquele DITO mestre sentado na cadeira, pouco está se importando com tal comportamento.

Gente jogando truco: Ei, Mariella, que tal uma partida?
Talvez outro dia, ok, hoje eu vim pra ouvir minha música. Uma terapia. Um sono.
Mariella não tinha nada a pensar, cabeça vazia, sem os pensamentos traídores. Porque quando você acorda depois de um dia bom você acorda com um olhar visivelmente feliz, sim, Mariella tinha uma cor encantadora nos olhos essa manhã: azul. E não era por causa da música, a música era só uma compania para aquele sentimento. No fim, Mariella vê umas amigas, ouve algumas barbaridades, e vem o pensamento traidor.

Gente falando de roubar lojas: Ei, Mariella, quer que a gente traga algo pra você?
Talvez outro dia não era uma resposta muito adequada. Então, Mariella, não respondeu.
Enquanto elas riam da cara dos seguranças da loja, Mariella deitava pra pensar, ouvir um Humbug, rir pensando no clipe de Cornestone. Mariella não se importava com aqueles gritos, as risadas, as gargalhadas.

Gente preocupada: Ei, Mariella, porque está deprê?
Talvez outro dia não era uma resposta boa. Então, Mariella teve que dizer, teve que fazer um texto explicando o dia combinado com a noite anterior. Colocando cada detalhe, ponto por ponto ela contou. O que a fez lembrar de tudo novamente, o que a fez ficar animadinha. Mariella não estava sozinha. E não estará jamais. Ela encontrou o seu lugar e veio pra ficar.
Cada um tem seu modo de curtir o momento, o meu é ouvindo música. E como eu curti. Eu. A Mariella das horas vagas.
She got some pritt stick and she glued her lips together. So she never have to speak, never have to speak, never have to speak [...]
Mariella. Mariella. Pretty, pretty girl.
Mariella. Mariella. Happy in her own little world. Happy in her own little world

Um comentário:

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