sábado, 21 de novembro de 2009

A Certain Romance

O dia teve duas faces. A de um começo, e o fim. No começo as queixas eram terríveis, planos de fuga, tristeza e pensamentos bizarros, tudo se misturava com aquela ansiedade que sempre embrulha meu estômago quando me preparo para vê-lo. Aquela mesma ansiedade do primeiro começo, só que menor.

Não se sabia ao certo tantas coisas que se passaram pela minha cabeça, mas sei porque passou. É a sua falta, o fato de ter que aguentar uma semana inteira sem sentir o seu cheiro enquanto o abraço. É estranho sentir essa falta segundos antes de te encontrar, porque você está chegando, o abraço chega, a calma que transmite nas palavras... é o modo como eu me sinto, tranquilizada com seus gestos.

Essa sensação foi maior no fim.
Eu tive que sair, chegar cedo, me comportar. E você simplesmente disse "eu te amo muito", a última frase que pude ouvir - porque, tenho quase certeza, que depois disso ele disse "se cuide" ou, "me avise quando chegar", mas por só ouvir o respiro da frase, não pude responder. E eu me deixei sair do local aonde mais queria ficar, o melhor lugar do mundo: ao seu lado.
A volta foi o fim. Analisando minhas palavras. Aquelas que eu precisava dizer, e as que eu senti e que não precisariam ser repetidas. Analisando as situações. Revendo todo o dia perfeito que consegui ter ao seu lado. Ele sentiria a mesma coisa?! Porque já que não se pode ser feliz sozinho, você sentiu, sim, o mesmo tranquilizante. Minutos depois de todo esse silêncio e as perguntas de pensamento, veio "A Certain Romance", eu já me vi perto de casa e, repetidas vezes eu ouvi:

"and it don't take no Sherlock Holmes to see it's a little different around here"

..não precisa mesmo de nenhum Sherlock Holmes, você só precisa parar pra sentir o melhor. Refletir que tem o melhor em suas mãos e que nada pode dar fim à esse melhor. Aquela anestesia que voltava no fim, uma moleza e um perceptível "certo romance".

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