"Na tragédia grega, há uma palavra - HYBRIS - que significa desafio, sentimento de auto-confiança exagerado que leva o herói trágico ao desfecho catastrófico. A hybris leva à cegueira da razão, que os gregos chamavam de ATE, e conduz o homem à sua própria destruição. Assim, a vaidade balofa, o orgulho mistificado, não é desejável para o homem só a humildade sem afetação ou servilismo leva o homem à compreensão de suas limitações, e é a forma mais completa da sabedoria." (Professor, valeu - José Carlos Leal)
Lendo o livro, sublinhei esse trecho, e quiz saber mais.
"Substantivo feminino grego, passa a significar o que ultrapassa a medida humana (o métron). É, portanto, o excesso, o descomedimento, a desmesura. Em termos de religião grega, a hybris representa uma violência, pois, ao ultrapassar o métron, o homem estaria cometendo a insolência, um ultraje, na pretensão de competir com a divindade. Daí o sentido metafórico de orgulho, arrebatamento, impetuosidade. Seu antónimo, nesse caso, seria sophrosyne, a disposição sadia de espírito, a moderação, a prudência." •
Que livro confuso, que palavras complicadas, que desafio ao métron de algumas pessoas, ou não. Vim aqui para analisar mais profundamente o que entendi disso, se é que o que eu entendi for a maneira certa que era para se entender. Bom, a hybris é um tipo de pecado pois se você for auto-confiante demais, vai contestar e competir com os Deus a sua glória... vai? Se você fosse, ou se você é bem auto-confiante você se elevaria ao poder dos Deuses mitológicos com a sua auto-confiança? Pode ser que os gregos pensem que essa auto-confiança possa ser maior do que a confiança que as pessoas colocam nos Deuses.
"A hybris leva à cegueira da razão, que os gregos chamavam de ATE, e conduz o homem à sua própria destruição." De que tipo de destruição? Da destruição do espírito que já não confia em seus Deuses? Ou na perda da glória da igreja e de seus Deuses incontestáveis? Pois é, isso se chama ditadura do espírito (?), em que naquela corte não se admitiria alguém que tivesse uma confiança mais forte do que a confiança que temos nos Deuses que nos criaram e que são glorificados.
A auto-confiança precisa ser controlada e não erradicada, talvez se você não tiver confiança em si mesmo em primeiro lugar, não terá forças para viver, mais ou menos assim: "Eu me vejo tão inútil, o que estou fazendo aqui? Não sirvo pra nada, não consigo fazer nada... ninguém liga se eu... morrer. Vou me matar! *semata*"
É, é isso que todos precisamos, confiança e poder, não para sermos melhores do que os Deuses do Olimpo, mas para termos determinação em nossas tarefas, para que nosso ego fique feliz, e que nossas vidas sejam melhores por conta do dom que você acha optando por confiar em si mesmo e por ter força de vencer o exagero disto.
Deve ser o destino, mas um dia antes de ler esse livro MUITO bom, para os futuros professores, ou até mesmo para quem está pensando em exercer a função (eu quero ser professora ou arquiteta, até o fim do livro me decido rs) eu vi essa foto em que o menino tem sua confiança em que vai conseguir reparar danos, ou até mesmo, comover à todos ao seu redor; me inspirei nele! Queria até ter um pouco da auto-confiança dele... do pecado, da temida pelos gregos: hybris!

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Seja racional